Além da TV Globo, três grandes redes de televisão focalizaram, nas últimas semanas, o escândalo dos loteamentos clandestinos no município de Cotia: Record, Band e SBT. Em novembro de 2021, a Globo já havia mostrado, no SPTV regional, segunda edição, a prisão de uma quadrilha responsável por loteamentos clandestinos perto da Represa de Guarapiranga, na Zona Sul de São Paulo. Um mês depois, em pleno Jornal Nacional, captado em todo o País, a Rede Globo noticiou mais um caso na região metropolitana de São Paulo.

Recentemente, o RJTV, jornal matutino regional da mesma emissora, reportou um episódio do Rio de Janeiro de reincidência de ação criminosa num condomínio em área de proteção ambiental.

Aqui está a imagem da área desmatada no Parque das Nascentes, em Cotia, fornecida pelas autoridades às emissoras e levada ao ar em vários programas

Cotia está entre os municípios em que dirigentes da AELO têm dialogado com as prefeituras, nos últimos meses, pela oficialização de parceria de apoio à campanha Lote Legal. Campinas, o terceiro município mais populoso do Estado de São Paulo, foi o primeiro a aderir oficialmente: o termo de compromisso entre as partes foi assinado em 5 de maio. Entre outros, também foram contatados São José dos Campos, Sorocaba, Ribeirão Preto e Franca.

A Justiça de Cotia manteve as prisões preventivas decretadas contra 13 pessoas envolvidas no escândalo do Parque das Nascentes. Elas são acusadas de integrar organização criminosa e de cometer crimes ambientais, crimes contra a lei de parcelamento do solo e corrupção ativa e passiva. Também foi acatada denúncia oferecida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) contra o grupo.

A operação contra a quadrilha recebeu o nome de Operação Nerthus e foi deflagrada pelo Gaeco em conjunto com a Polícia Militar Ambiental e com a Polícia Civil em 24 de junho, conforme noticiou o “AELO Online”.

Dentre os presos, estão dois policiais, além de dois secretários municipais de Cotia que também foram alvo de mandados de busca e apreensão. A investigação apurou que a quadrilha negociou loteamentos clandestinos no Parque das Nascentes, uma área de preservação permanente em que 13 nascentes em Área de Preservação Permanente. O grupo é acusado de “desmonte ambiental agressivo” com a participação de agentes públicos e políticos, caracterizando a corrupção. O caso começou a ser descoberto quando o Gaeco desarticulou uma célula jurídica da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), ligada a essa quadrilha que desde 2018 agia em Cotia